O Buda ensinou que o grande problema do mundo é o "Eu"

 

Buda disse que o problema do mundo é o "Eu" — como por exemplo: eu quero, eu posso, eu mando. Essa ilusão do ego é a raiz do sofrimento. Todos nós vivemos um karma comum: nascer, envelhecer, adoecer e morrer. Quando morremos, renascemos em outra parte do mundo, sem qualquer memória da vida anterior.

Se formos boas pessoas, somos recompensados. Se formos más, egoístas e cruéis, pagamos por isso na próxima vida. Apenas Buda conseguiu romper esse ciclo do karma — esse eterno renascer — e alcançar a iluminação. Ele não dá sorte, nem dinheiro. E, ao contrário do que muitos pensam, nunca foi aquele “Buda gordo” das estatuetas da sorte chinesas.

Fico triste quando vejo pessoas que só se interessam por Buda ou pelo Budismo se tiverem algo a ganhar com isso. E o mais curioso é que nem é ao verdadeiro Buda que fazem esses pedidos, mas sim a uma figura que representa sorte na cultura popular chinesa — completamente distinta dos ensinamentos do mestre Siddhartha Gautama.

Na verdade, Buda foi um mestre que veio para nos ensinar a despertar, a viver com sabedoria, compaixão e aceitação. É nisso que acredito. É isso que o Budismo representa para mim — e é isso que me fez sentir bem comigo mesmo.

O Budismo ajudou-me a aceitar o meu autismo e a transformar-me num novo André Vilaça.




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