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O Buda ensinou que o grande problema do mundo é o "Eu"

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  Buda disse que o problema do mundo é o "Eu" — como por exemplo: eu quero , eu posso , eu mando . Essa ilusão do ego é a raiz do sofrimento. Todos nós vivemos um karma comum: nascer, envelhecer, adoecer e morrer. Quando morremos, renascemos em outra parte do mundo, sem qualquer memória da vida anterior. Se formos boas pessoas, somos recompensados. Se formos más, egoístas e cruéis, pagamos por isso na próxima vida. Apenas Buda conseguiu romper esse ciclo do karma — esse eterno renascer — e alcançar a iluminação. Ele não dá sorte, nem dinheiro. E, ao contrário do que muitos pensam, nunca foi aquele “Buda gordo” das estatuetas da sorte chinesas. Fico triste quando vejo pessoas que só se interessam por Buda ou pelo Budismo se tiverem algo a ganhar com isso. E o mais curioso é que nem é ao verdadeiro Buda que fazem esses pedidos, mas sim a uma figura que representa sorte na cultura popular chinesa — completamente distinta dos ensinamentos do mestre Siddhartha Gautama. Na verda...

Sim, eu sou Budista – e isso mudou a minha vida - André Vilaça

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         Às vezes, as pessoas não me levam a sério quando digo que sou Budista. Mas sim, eu sou Budista – com orgulho e convicção. Sigo o Budismo Zen, pois acredito que ele preserva os ensinamentos do Budismo Primitivo, os verdadeiros ensinamentos de Buda, aquele que despertou, o Iluminado.         Lembro-me de uma vez em que entrei na sala, onde toda a minha família estava reunida, e anunciei que era Budista. Foi um momento importante para mim. O Budismo me salvou de uma profunda depressão quando eu tinha 18 anos. No entanto, todos me olharam como se eu estivesse a brincar. Minha mãe comentou que devia ser apenas uma fase. Mas aqui estou eu, 22 anos depois, firme no meu caminho espiritual.          Na escola, durante uma aula de Português, a professora perguntou à turma qual era a religião de cada um. Enquanto todos diziam que eram católicos, eu fui o único a responder que era Budista. Não por rebeldia, mas porque é ...

O Budismo e a Morte: Um Olhar de Paz Sobre o Fim - de André Vilaça

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          Quando meu melhor amigo perdeu a mãe, vi de perto o peso do luto. E, diante da dor dele, percebi algo difícil de aceitar: eu não tinha palavras que pudessem realmente consolar seu coração. A verdade é que, como muitos, já tive medo da morte. Tive medo de envelhecer, medo de partir.        Mas desde que me tornei budista, a morte já não me assusta. Encaro-a com serenidade. Já tive um amigo à beira da morte e perdi outro para sempre. Essas experiências me tocaram profundamente, mas hoje consigo vê-las sob uma nova luz.          No Budismo, ao contrário do Cristianismo, não existe a ideia de ressurreição. Em vez disso, acreditamos na reencarnação. A vida é apenas uma etapa entre muitas. Morremos e renascemos, num ciclo contínuo. Viemos ao mundo sem nada, e partimos da mesma forma — então, por que tanto apego às coisas materiais?           Lembro-me de uma antiga história budista que me ...

Como o Budismo Me Salvou da Minha Maior Queda - André Vilaça

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      Eu tinha 18 anos. Ainda era um jovem sonhador, com planos, expectativas e um desejo profundo de me tornar professor de História. Achava que o mundo estava à minha espera — até que, num só dia, tudo desmoronou.          Fui arrastado para uma depressão profunda, daquelas que nos consomem por dentro em silêncio. Quando falo sobre isso hoje, muitas pessoas custam a acreditar que eu tenha passado por tanto. Mas a verdade é que não conseguia dormir, odiava-me profundamente, chorava todas as noites. Sentia-me um estranho dentro do meu próprio corpo. Uma solidão difícil de explicar.         Daquele ano, duas perdas me marcaram para sempre. Primeiro, perdi aquele que eu achava ser o meu melhor amigo. Entrou para a universidade e, de repente, parecia que já não havia mais espaço para a nossa amizade de infância. Fui deixado para trás. E logo depois, perdi a minha avó materna — a mulher que me criou, que me ensinou tantas coisas e ...